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Arquivo do autor:ecoaecoa

“É possível fazer educação de qualidade sem escola”

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por Redação do Porvir

A escola do futuro não existirá. Ela será substituída por espaços de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e necessárias para os estudantes aprenderem. Esta é a expectativa de Tião Rocha, educador, antropólogo e uma das principais referências em ensino de folclore e cultura popular. Para ele, educação se faz com bons educadores e o modelo escolar arcaico “aprisiona” e há décadas dá sinais de falência. “Não precisamos de sala, precisamos de gente. Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter todos os instrumentos possíveis que levem o menino a aprender”, defende.

E é isso que o educador tem feito nos últimos 30 anos, desde que teve “um clarão” e deixou o emprego de professor na Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto) para fundar o Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento, organização não-governamental sem fins lucrativos, criada em 1984, em Belo Horizonte (MG). Na cidade de Curvelo, no sertão mineiro e capital da literatura de Guimarães Rosa (auto-proclamada pelo escritor), Tião iniciou um projeto pedagógico baseado no uso da cultura local como matéria-prima do ensino e na proposta de que a educação acontece em qualquer lugar. E foi debaixo de um pé de manga que a pedagogia da roda começou. Em círculo, as crianças discutem, avaliam e decidem a atividade do dia.

ed42 “É possível fazer educação de qualidade sem escola”

Foto: ChantalS / Fotolia.com

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Futuro do Pretérito:

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Filosofia da Liberdade

http://www.youtube.com/watch?v=B7DVlC3kXrM&feature=related

 

Prometeus – Revolução da mídia

http://www.youtube.com/watch?v=PJmuT7bQu_M&feature=related

 

Mídia Social (Social Media) – legendado

http://www.youtube.com/watch?v=k3VMfbIM-Xo&feature=related

 

Projovem – Telemática – O que é software Livre

http://www.youtube.com/watch?v=gz_Ba5PJkXA

 

Projovem – A História do Software Livre

http://www.youtube.com/watch?v=0NiIp4irwT8&feature=related

 

Web 2.0 – A máquina somos nós

http://www.youtube.com/watch?v=NJsacDCsiPg

 

Creative Commons – Seja Criativo (Get Creative) Portuguese

http://www.youtube.com/watch?v=izSOrOmxRgE&feature=related

 

Good Copy Bad Copy – PT-BR

http://video.google.com/videoplay?docid=4167507426251202806

http://www.youtube.com/watch?v=bPVweGFj_q8&NR=1

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Ecosofia, As Três Ecologias

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Trechos do livro: AS TRÊS ECOLOGIAS,

do psiquiatra francês Félix Guattari.

Selecionados por Alissa Gottfried

    Os modos de vida humanos individuais e coletivos evoluem no sentido de uma progressiva deterioração. As relações humanas estão, por uma espécie de padronização dos comportamentos, cada vez mais “ossificadas”. A relação da subjetividade com sua exterioridade se encontra comprometida por uma espécie de infantilização regressiva.

    O que está em questão é a maneira de viver daqui em diante, no contexto da aceleração das mutações técnico-científicas e o agronegócio ligado ao descontrolado crescimento demográfico.

      As formações políticas e instâncias executivas parecem totalmente incapazes de apreender essa problemática no conjunto de suas implicações. Apesar de estarem começando a tomar uma consciência parcial dos perigos mundiais mais evidentes, que ameaçam o meio ambiente natural e artificial , elas geralmente se contentam em abordar o campo dos danos industriais e, ainda assim, unicamente numa perspectiva tecnocrática, ao passo que uma articulação ético-política – ecosofia – entre os três registros ecológicos (o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana) é que poderia refletir consistentemente tais questões.

      Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a não ser em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural reorientando os objetivos da produção de bens materiais e imateriais. Essa revolução deverá concernir, portanto, não só às relações de força visíveis em grande escala, mas também aos domínios moleculares de sensibilidade, de inteligência e de desejo, tendo em vista que atualmente os modos dominantes de valorização das atividades humanas são:

1.Do império de um mercado mundial que lamina os sistemas particulares de valor, que coloca num mesmo plano de equivalência os bens materiais, os bens culturais, as áreas naturais, etc.;

2. Que coloca o conjunto das relações sociais e das relações internacionais sob a direção das máquinas policiais e militares.

     Em se tratando de subjetividade humana temos em questão um sistema de “unidimensionalização” no ocidente assim como o antigo igualitarismo de fachada do mundo comunista que vem dar lugar, assim ao serialismo de mídia (mesmo ideal de status, mesmas modas, mesmo jaba nas mesmas rádios, etc.).

     A instauração, em longo prazo, de imensas zonas de miséria, fome e morte parece daqui a diante fazer parte integrante do monstruoso sistema de “estimulação do Capitalismo Mundial Integrado”.

     Assim, para onde quer que nos voltemos, reencontramos esse paradoxo lancinante: de um lado, o desenvolvimento contínuo de novos meios técnico-científicos potencialmente capazes de resolver as problemáticas ecológicas dominantes e determinar o reequilíbrio das atividades socialmente úteis sobre a superfície do planeta e, de outro lado, a incapacidade das forças sociais organizadas e das formações subjetivas constituídas de se apropriar desses meios para torná-los operativos.

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Sempre fomos Cyborgs

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Sempre fomos Cyborgs


  • DEFINIÇÕES CONTEMPORÂNEAS DE CULTURA

Em 1968, a revolução cultural eclodiu na China; a Índia fabricou sua bomba atômica e o Japão começou sua arrancada tecnológica. Em contrapartida, o misticismo e as filosofias orientais invadiram o Ocidente, chegando a influenciar sensivelmente disciplinas científicas como a psicologia experimental e a física teórica. Também a invasão soviética na Tcheco-eslováquia poria fim à divisão bipolar da guerra fria, abrindo um tempo de multiplicidade diplomática e política. O fenômeno da contracultura, mais que uma mera revolta jovem contra as instituições da sociedade civil ou de uma revolução de costumes, marcou o início de uma irreversível planetarização cultural ainda em curso e que, cada vez mais, é acentuada pela transnacionalização da mídia e dos meios de comunicação de massa. 68, que segundo se diz ‘é um ano que ainda não acabou’, ficou marcado pela imagem da primeira transmissão via satélite de TV em escala planetária – os Beatles cantando um rock que explica tudo: ‘All you need is Love’.

Desenvolvimento tecnológico cultural
Anos 70. O transistor – a miniaturização dos aparelhos de recepção (e a conseqüente complexificação pela mobilidade) – e a possibilidade das transmissões via satélite multiplicaram os serviços comunicacionais, desencadeando uma internacionalização cultural irreversível.
Anos 80. Já o microship está modificando nossas formas de memorização. A mudança no processo cognitivo social. A interatividade dialógica e a interface homem-máquina. A interatividade múltipla, muitos pontos de transmissão e de recepção não coincidentes.
Anos 90. A digitalização do mundo. A fibra ótica e as micro-ondas. A educação construtivista e o império do marketing – a comunicação como estratégia para solução de conflitos.

E mais: esta planetarização não se desenvolve centralizadamente pelo uso coercitivo da força nem pelas ‘necessidades econômicas da produção’, mas sim de uma forma aparentemente descentrada e consensual, sempre enfatizando o declínio da esfera pública frente a sociedade civil, seja na versão neo-liberal de um ‘ajuste’ econômico voluntário dos países periféricos sub-industrializados ao programa privatizador e ante-protecionista do FMI; ou (por outro lado, mas no mesmo sentido) no movimento das ONG’s em torno da ecologia e dos direitos humanos, que, herdeiras da desobediência civil das barricadas do desejo, sonham com uma nova Utopia: um Estado sem administração, um governo em que todos os serviços públicos seriam terceirizados e em que o executivo fosse um mero coordenador de concorrências.

Este estranho processo de homogeneização descentrada das culturas, este fenômeno bizarro da tribalização massificada – a que uns chamam de globalização e outros, pós-modernidade – só pode ser compreendido através de seus fragmentos, nos quais o global se reflete e se atomiza. É a realidade fractal que impõe um olhar ao mesmo tempo histórico e transdisciplinar.

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Quem somos nós = Somos nós no que somos = somamos na matemática ontológica

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Coleção Estudos em EJA
ORGANIZAÇÃO : Leôncio Soares
Isabel de Oliveira e Silva

SUJEITOS DA EDUCAÇÃO E PROCESSOS
DE SOCIABILIDADE

Os Sentidos da Experiência Autêntica

TRAJETÓRIAS DA EDUCAÇÃO:

Contribuições da Educação Popular à configuração das práticas de
Educação de Jovens e Adultos

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Protegido: Áudios do 1º encontro Camboim buscando a práxis

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Paulo Freire: Re-Leitura para uma Teoria da Informática na Educação

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A relação da “alfabetização, leitura e escrita” com o “poder”, não esgota o pensamento freireano. A linguagem, a comunicação e os elementos comunicacionais formam um dos eixos fundamentais da sua proposta educativa para ajudar o homem e a mulher a libertar-se da manipulação e domesticação, desenvolvendo sua capacidade crítico-reflexiva. Especialmente em relação ao tema da formação do professor no uso de elementos mais sofisticados de comunicação, Paulo Freire não desprezou a cultura midiática. Considerou que as competências de um professor são as da leitura e da escrita, bem como a competência de saber enfrentar os fatos cotidianos através da comunicação humana, seja esta por meio da escrita ou de redes telemáticas. Ou seja, propõe que se trabalhe em favor do alfabetismo conceptual e político, porém sempre em relação dialética. Nesta ótica, a questão é desvendar, desarmar e recriar fatos complexos de leitura e escrita.

A teoria vai além do âmbito escolar. Ela está preocupada com os espaços públicos onde o conhecimento é produzido desde que o professor da escola pública, cada vez mais, se move em espaços amplificados de educação, enfrenta trabalhos com grupos diversos, organiza-se como educador, compreende linguagens múltiplas: desde a materna, a audiovisual até a informática. Reconhecer na proposta de Paulo Freire uma alternativa em relação a incorporação da informática na própria ação educativa é uma das chances de reconstruir uma prática estancada por muito tempo desde o poder de alguns setores sociais.

No Programa de Formação de Professores, um dos eixos básicos deve ser o da apropriação, pelos educadores, dos avanços científicos do conhecimento humano que possam contribuir para a qualidade da escola que se deseja. Inovar não é criar do nada, dizia Paulo Freire, mas ter a sabedoria de revistar o velho. Revistar sua prática para pensar a informática na escola é coerente com o sonho de fazer uma escola de qualidade para uma cidadania crítica. Isto implica, por sua vez, o conceito de escola cidadã, ou seja, o lugar de produção de conhecimento, de leitura e de escrita onde o computador ou a rede de computadores constituirão elementos dinamizadores, favorecendo o funcionamento progressivo da instituição e da própria cidadania democrática.

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